O simpósio “Ritmo do Brasil”@Embaixada Brasileira


※ブラジル大使館“サッカーパビリオン”でのシンポジウム“ブラジルのリズム”の
レポートを書きました。日本語版は後日掲載致します!!

A embaixada brasileira teve um Pavilhão em homenagem ao futebol, COPA 2014 construido por um dos maiores arquitetos japonês Shigeru Ban.
Realizou diversas atividades ligadas à cultura brasileira, como show de bossanova, exibição de filmes, etc…

Participei da última programação, o simpósio “Ritmo do Brasil” realizado pelo laboratório de estudo da professora Chika Takeda de Tokyo University of Foreign Studies.(Universidade de línguas Estrangeiros no Toquio) ‘ colaborando com embaixada brasileira.
Ela é pesquisadora de Literatura Brasileira, editora de dicionário do Porutuguês contemporâneo, tradutora de grandes autores brasileiros como Jorge Amado, Machado de Assis, Paulo Coelho.

Já fui convidada como palestrante e ministrei duas aulas sobre a capoeira na universidade, pois sou uma capoeirista nascida no Japão e educada nos moldes tradicionais do Japão, como sendo atraida pela cultura brasileira, aprende e conheci o mundo da capoeira.

E com muito orgulho, junto com os pesquisadores da cultura brasileira do pós-doutorado, tive oportunidade de apresentar a história da capoeira no simpósio ao público.
E ainda tive a felicidade de apresentar a capoeira com meu colega Contramenstre Koiida e os capoeiristas do GCAP Grupo de Capoeira Angola Pelourinho.

O simpósio teve cinco apresentações : Dorival Caymi, Tropicalismo e Girberto Gil, Frevo e carnaval do Recife, Fado de Portugal.
Eu apresentei sobre a história da capoeira. Atraves da história, nós podemos perceber que a figura e papel da capoeira tem sido transformada pela necessidade dependendo da época. 
Capoeira oscila entre o céu e o terra, a glória e a perdição, o justo e injusto, luz e escridão, o certo e incerto. 
A capoeira pode se transformar em qualquer coisa sempre. 
É por isso, da grande importância de se ter consideração e respeito na capoeira. O capoeirista tem que conhecer bem o que é capoeira.
De acordo com o que Mestre Pastinha disse,
“Capoeira é a tudo que a boca come”

Mencionei sobre a importância da ginga na capoeira, e também de manter o seu próprio ritmo de sua ginga.
Foi o maior aprendizado que obtive na capoeira com meus professores do GCRT (Grupo de Capoeira Regional Tempo). 


※Foto; Ken Hanzawa

Depois da minha apresentação, o GCAP formou a roda rediada pelo público presente,e nela Contramestre Koiida falou-lhes sobre sua capoeiragem. 
E no final o grupo apresentou a sua capoeira estilo angola.

A música, canto, ritmo, movimento, ritualidade, mandinga, malícia, respeito, humanidade, energia, toda a essencia estava presente, aparecendo e desaparecendo, o“Ser” ou“Não Ser” numa roda. Foi tudo muito bonito de se ver.

Tenho muito respeito pelo trabalho deles. 
Eu e o Contramestre Koiida, somos colegas da faculdade há mais de 15 anos.
Reconheci nele um talento,uma capoeira rara mesmo sendo japonese. 
Será que ele assimilar o movimento tão natural e bonito?? 
Ele Aprende e continua aprendendo o espírito da capoeira. 

Ele mencionou que a capoeira angola, é o jeito de ser um ser humano, e recuperar a naturalidade que se perde ao longo do tempo. 
Sim, nos temos perdido muito senso de se viver como ser humano, afastando nos de nossa natureza. Na roda nos tornamos seres sem distinção, pois na capoeira não temos forma, somos os nossos próprios ancestrais. É dessa maneira que os escravos capoeiristas expressavam sua ligação com seus anceitrais africanos. 
Capoeira é a luta em sí, tudo. Mas também, uma forma de festejar o ser humano, por isso, na roda existe muita alegria, a subimação plena.

Que interessante, nós falamos a mesma coisa de outra forma. E cada vez que eu expresso, me sinto meus professores, posso me lembrar de toda a situação de quando e de como aprendi. 

Koiida finalmente disse, tudo o que ele mencionou, e tudo o que é tudo que os seus mestres, professores, colega da capoeira e seus amigos foi o que lhe ensinaram. 
Então nos aprendemos uma coisa importante, é como o capoeirista, atraves desse simpósio deve continuar a transmitir esse sentimento, ensinamento obtido dos mestres e professores para os proximos que virão a fazer parte desse mundo. 
Agradeço novamente, ao meu mestre Toni, Dona Ani, Hermes Furacão, Vermelho 29, Davi Mão de Ferro, Obrigada a todos os capoeiristas. 
Quando eu gingo, sinto vocês em mim.

Agradeço a Deus que permite-me viver essa arte maravilhoso “Capoeira”.

As fotos ; Masayoshi TAMURA

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